Como posso mudar outra pessoa?

Postado por kal fulcanelli traduzido por Rita Napoli e Mário Fabi.


Mais de uma vez me perguntaram qual é a forma como podemos mudar quem queremos, seja os filhos, parceiros, amigos ou pessoas importantes. A este respeito, parece-me que simplesmente não se pode mudar mais ninguém que a si mesmo, as pessoas mudam quando nasce neles mesmo o desejo de mudança e não deve ser como eu quero que você pense ou aja o outro. Tentar mudar a força, com a presunção de acreditar que tem o direito de saber o que precisa mais o outro, é um abuso porque poderia quebrar o seu espírito, a sua essência. A este respeito, citei como exemplo a água do riacho. A água do riacho muitos sabem que é um rio pouco profundo e de pouca força, geralmente é água pura, transparente e cristalina que vivifica os seus arredores sem barulho. Algo parecido acontece eu penso com o amor, muita gente acha soberbamente de saber o que é o melhor para o outro, racionaliza o seu agir dizendo que como ama o outro, o empurra a ser como acha que deve ser. Mas talvez não se dê conta do seu egoísmo, procure talvez alguém que o sirva em alguma coisa. Ele se adequa talvez também a muitos pais que desejam que seus filhos respeitem determinados padrões de comportamento que são impostos socialmente, provavelmente para se sentir "bons pais" e não para o filho necessariamente. Há muitos pais que estão mais interessados em parecer "bons pais" diante dos outros sem pensar realmente no que os seus filhos precisam (ouvi-los, por exemplo). O Riacho sem barulho vivifica e ajuda uma semente para que se torne a árvore ou o matagal que deveria ser. O Riacho Não pede, como o indivíduo egoísta, que um Melo seja um pero ou que um laranja seja um alecrim. Não, o riacho sem barulho ajuda a ser o que se é. E isso para nós é simples talvez para entender mas a coisa mais difícil é para o desapego que envolve. Há muitas pessoas que, ao invés de serem harmoniosas, são um mar revolto e colhem mais mares um criando um verdadeiro tsunami. A sua ânsia de mudar os outros com a força acaba por destruir. Em vez disso, o riacho, na sua digna humildade, vivifica o tudo.

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